Farei dezessete em pouco tempo, acumulando experiências em situações de injustiça emocional e social entre meus coetâneos e coabitantes, senti a profunda obrigação de dar certo na vida, para que assim as pessoas a minha volta se apóiem em mim. E isso se aplica não só a situações entre família, mas as obrigações que tenho criado foram pensadas para transmitir segurança a qualquer pessoa, que por minha vontade e afeto estejam na minha vida. Sempre fui o pilar dos meus relacionamentos frustrantes. Adorei hábitos não muito saudáveis para me ocupar como eventualmente fumar e exagerar na cafeína para que assim encontre apoio emocional e a minha autoestima por mais tóxico que fosse.
Sentia que devia estar a frente, pensando para agir primeiro. Atento, acordado, disposto! E a auto cobrança cobraria um preço muito alto.
Venho desmoronando com sensações que me afligem. A idéia de liberdade parece uma farsa a medida que o tempo passa, o espaço vai ficando maior impedindo você de correr para onde quer, ao mesmo tempo que esse espaço cresce você diminui e ele é ocupado por centenas de outros (outros sejam o que ou quem forem, é simplesmente ocupado). Com a degeneração da beleza da proposta tão romantizada da liberdade jovem que nunca experimentei, com a certeza das alternativas de um futuro previsível, sinto que a medida que o tempo passa, e meus 17 anos se aproximam minha vitalidade cede as dores, e vai se esvaindo. Deus, minha vida está acabando?! As incertezas me invadem e eu em silêncio, sofro enquanto continuo a fazer o que me propus, ser o pilar. A segurança. Ser alguém...
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