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Mostrando postagens de dezembro, 2017

O que o silêncio diz.

Estar só não é o fim de tudo. Não grite pra preencher o silêncio, aproveite-o pra entender e ouvir você. O mês de dezembro tem sido silencioso, é, isso foi assustador. Estranhamente meu humor se tornou obscuro e tive crises providas de instabilidade emocional, insônia, indisposição e ansiedade. Memórias me deixavam deprimido. Minhas ocupações eram lúdicas, esquematizada por mim mesmo. Não eram fortes o suficiente para me manter entretido e deter o fluxo de pensamentos pesarosos que me vinham a mente...  Foi difícil de entender essa mudança na atmosfera de um ano caótico, mas no final, só no final, entendo que esse silêncio foi necessário. É dele que você recapitula com mais clareza. Aprende com os problemas, se parabeniza pela vitória de viver e persistir no meio de catástrofes que compõem lições. E então, reconhece que não tem sido difícil só pra você. Mas pras pessoas a sua volta também. Você supera... Ainda estou me recuperando, aceitando coisas que me pareciam difíceis de c...

Sobre prioridades amor próprio e afins.

Já parou para observar as pirâmides por uma perspectiva pessoal e existencial? Reparou que no processo de construção da pirâmide (assim como no processo de construção de muitas coisas em sua vida, romântica, por exemplo) se começa pela base, sempre tendo em mente o topo? A vértice? Claro, nunca com pressa pra chegar lá. A construção disso deve ser louvável, simétrica. Para que então possa se observar e admirar o fruto do empenho. Mas e num caso ainda mais pessoal, interno. Um caso de auto edificação. Você tem focado em suas próprias prioridades? Ao menos sabe quais são? A pirâmide pode ser uma ótima ilustração dessa construção. Acredito que  sua base são os elementos que compõem você na sua forma mais "divina" ou "profana" (nada de errado em nenhum dos dois em si), aquilo que nos aproxima do espírito, nosso tão discutido emocional .  É... esse fluxo turbulento que nos atinge e nos deixa sensíveis a qualquer tipo de mudança por mais infinitesimal que essa sej...

3:30 da manhã. Quarto vazio.

3:30 da manhã. De repente sou acordado de um sonho, não muito agradável, diga-se de passagem. Ainda checo meu celular esperando um: "oi, como você está". Dás pessoas em que estive lá para apoiar, de vez em quando uma demonstração de afeto recíproco é reconfortante. Tenho de fato muito a aprender sobre respostas. Muito a entender sobre pessoas. Coisas não dependem de mim, isso, por vezes, essa certeza... Me assusta, confesso. O silêncio da madrugada nesse momento está a me lembrar do silêncio que tanto predomina a minha vida nessas últimas semanas, a falta de respostas berram uma verdade ou minhas deduções são mesmo apenas frutos de minha velha companheira, a ansiedade? As perguntas não são respondidas, jamais. Encontro a mim mesmo num estado sofrível de negligência emocional. Estive, de fato, tão preocupado com o bem estar das pessoas que não percebi o meu bem estar desmoronar, apenas senti. Sei que existe um motivo pra a ansiedade me visitar a esta hora, eu que cost...

Fragmentize-se

Existem pedaços do que criei, do que vi e publiquei espalhados de forma paralela por toda a internet. Hipérbole minha; não acho possível que apenas um ser humano consiga distribuir material em toda a internet.  Pra ser mais exato, -talvez não mais claro,- na internet há fragmentos de mim mesmo , paralelos uns aos outros, por vezes embaraçosos, por vezes constrangedores e ou memoráveis de alguma forma. Ambos sem precedência, conexão meio e fim. Meu eu cibernético é uma parte intocável de mim, é fragmentado. E espero que assim permaneça.  A tentativa de juntar esses fragmentos só construiria um material abstrato e controverso. Há certa profundidade nos motivos que tenho pra espalhar esses fragmentos, senti que aqui poderia manifestar o que jamais poderia expressar da mesma forma em outra plataforma. Quando o sentimento de solidão inconsolável me invade, quando a ansiedade conduz minhas  mãos a um nível físico de auto depreciação distribuindo agressões e por consequênci...

Juventude que assisto mas não sinto.

Farei dezessete em pouco tempo, acumulando experiências em situações de injustiça emocional e social entre meus coetâneos e coabitantes, senti a profunda obrigação de dar certo na vida, para que assim as pessoas a minha volta se apóiem em mim. E isso se aplica não só a situações entre família, mas as obrigações que tenho criado foram pensadas para transmitir segurança a qualquer pessoa, que por minha vontade e afeto estejam na minha vida.  Sempre fui o pilar dos meus relacionamentos frustrantes. Adorei hábitos não muito saudáveis para me ocupar como eventualmente fumar e exagerar na cafeína para que assim encontre apoio emocional e  a minha autoestima por mais tóxico que fosse. Sentia que devia estar a frente, pensando para agir primeiro. Atento, acordado, disposto! E a auto cobrança cobraria um preço muito alto.  Venho desmoronando com sensações que me afligem. A idéia de liberdade parece uma farsa a medida que o tempo passa, o espaço vai ficando maior impedindo você...