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3:30 da manhã. Quarto vazio.


3:30 da manhã. De repente sou acordado de um sonho, não muito agradável, diga-se de passagem.
Ainda checo meu celular esperando um: "oi, como você está". Dás pessoas em que estive lá para apoiar, de vez em quando uma demonstração de afeto recíproco é reconfortante.
Tenho de fato muito a aprender sobre respostas. Muito a entender sobre pessoas. Coisas não dependem de mim, isso, por vezes, essa certeza... Me assusta, confesso.
O silêncio da madrugada nesse momento está a me lembrar do silêncio que tanto predomina a minha vida nessas últimas semanas, a falta de respostas berram uma verdade ou minhas deduções são mesmo apenas frutos de minha velha companheira, a ansiedade?
As perguntas não são respondidas, jamais.
Encontro a mim mesmo num estado sofrível de negligência emocional. Estive, de fato, tão preocupado com o bem estar das pessoas que não percebi o meu bem estar desmoronar, apenas senti.
Sei que existe um motivo pra a ansiedade me visitar a esta hora, eu que costumo ter boas noites de sono. Jamais acordando antes de pelo menos 4:00 AM (O que para você pode não fazer muita diferença, mas nesses momentos de silêncio cada segundo é penoso).
Preciso ingressar em uma jornada introspectiva.
Entender o que se passa em minha mente, aprender que mesmo após entregar a alguém, um presente nobre, afetividade e compreensão, a única resposta que essa pessoa pode ou está disposta a te dar é o silêncio. Talvez, entender também que simplesmente não existe mais sintonia. Lidar com o amargo fato de que seu coração pode ter te traído. Que existe um preço a pagar por sentir. Apenas, sentir.


Pensamentos correm em minha cabeça, ruídos me trazem sensações de agonia. Tenho adquirido certas  fobias.
logo prepararei café forte
Será o marco inicial de mais um dia,
 o sol estará no céu, com certeza, mas não tenho certeza se ele ainda me ilumina.

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