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Quando a vida se transforma em arte

                 Lana Del Rey em "Ride"

A vida é muito mais parecida com um dicionário bagunçado do que com um livro literário, não é?

Nesse dicionário mal impresso há muitas palavras; palavras suaves ou fortes, palavras cuja pronúncia e/ou entendimento soam difíceis e pouco espaço em branco pra expressão.

Ao longo da leitura desse livro cinza vamos cruzando com palavras  que nos marcam como o amor, o ódio, a morte...
Não só as aprendemos como as sentimos, talvez jamais as entenderemos.
Mas é a partir daí que uma nova palavra nessa inusitada ordem aleatória chega: a palavra cor. Em seu plural e as vezes sucessivamente/ em sequência  as palavras inspiração, paixão e outras do gênero.

É nesse momento que finalmente sabemos o que fazer com aquelas palavras, talvez nesse momento possamos atribuir cor, ordem ou sentido ao nosso dicionário bagunçado, e nos poucos espaços em branco, usamos aquelas palavras para criar nossas próprias linhas. Subjetivamente, com o que temos, seja paixão, ódio ou amor...

Talvez seja nesse momento em que o dicionário se transforma em um romance, ou uma novela, num drama ou no meu caso em particular, uma ficção com um tiquinho de cada gênero.

É nesse momento que a vida se transforma em arte.
- A pena é que é um livro tão curto...

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