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Tempos de chuva para chegar a tempos de sol

A chuva cai em todas as estações, mas é no inverno que você acredita que não vai cessar.
Somos tão tolos, assustados com o que está lá fora, observando do lado de dentro da casa através da vidraça.
O moletom preto impede que seu corpo libere energia para o meio em que você está, Conservando o calor no seu corpo negligenciado, mas está tudo bem... O amanhã é um novo dia mesmo para aqueles que vivem cada dia como se fosse o último, a crença num novo dia com estilos de vida extravagantes é um terço, é fé, – é mentira.
Mesmo a 16 C° nenhum de seus dedos estão frios, estão aquecidos pelo calor tépido do cigarro, -ah! Quase acabando! - logo virá o outro.
Com a mão esquerda você pega a caneca de chá quente, ingere essa bebida suave em contraste com seu organismo, que pede por algum sustento sólido, um sustento que você se recusa a dar para ele, por que reflexos são importantes, e eles ficam mais presentes com as poças de água nas lacunas do chão, Pobre corpo...
Na chuva o segundo tubo de nicotina preenche seus pulmões, você matuta sobre como a chuva se assemelha a você. Como um reflexo que o espelho, tão superficial não é capaz de mostrar.
Aquilo que só você sabe sobre você. A eclosão das gotas de chuva no chão emergem um cheiro de barro, é a música e o perfume das lágrimas de algo nada menos do que divino.
Uma lágrima silenciosa escorre por suas bochechas, que imagem delicada... Quanto a dizer, aos céus, a chuva, ao reflexo e a você, pendurada por um fio fino, rezando pela misericórdia das moiras, e as vezes você só quer que esse fio seja cortado, por misericórdia, por medo e anseio.
Não solte a minha mão, precisamos resistir até o fim da chuva.
Vá lá fora, precisamos enfrentar a chuva mesmo sem saber que fenômenos podemos encontrar sob ela, e sinta, porque sentir é conhecer, e conhecer os tempos chuvosos é o que precisamos para apreciar o contraste que o sol trará, um dia, quando chegarmos a próxima estação.

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